O Sistema de Plantio Direto é uma técnica que vem sendo muito utilizada no cultivo de grãos no Brasil desde a década de 90. É considerado uma técnica conservacionista por proteger o solo de erosões e por diminuir a quantidade de água da irrigação.

Esta prática consiste na rotação de culturas e a utilização da palhada das plantas de cobertura para proteger o solo, diminuição das operações de preparo de solo.

A produção de hortaliças é geralmente muito intensa devido ao ciclo curto de algumas espécies, com frequente mecanização e uso de muitos insumos. No Brasil existem muitas áreas de produção de olerícolas em relevos montanhosos, o que facilita a lixiviação de nutrientes e os processos erosivos.

O Sistema de Plantio Direto em Hortaliças (SPDH) se baseia em 3 princípios fundamentais: o revolvimento localizado do solo (covas ou sulcos de plantio); a diversificação de espécies pela rotação de culturas, com a inclusão de plantas de cobertura para a produção de palhada; e a cobertura permanente do solo.

São inúmeros os benefícios do SPDH, dentre eles podemos listar:

  • Diminuição de 90% de enxurradas e 70% de redução de perda de solo;
  • Economia de água em culturas irrigadas;
  • Redução de 75% da mecanização do solo;
  • Controle da temperatura do solo.
  • Maior acúmulo de matéria orgânica e maior ação biológica no solo;
  • Diminuição de capinas devido a barreira gerada pela palhada sob as sementes de plantas espontâneas.
  • Diminuição do uso de plástico para mulching.

Na implantação do SPDH, deve-se avaliar que as hortaliças comumente cultivadas não proporcionam quantidade adequada de palhada para manter o sistema. Logo, é preciso inserir plantas de cobertura na sucessão de cultivos com as hortaliças.

As plantas de cobertura devem possuir um alto potencial de produção de matéria seca e um sistema radicular profundo e vigoroso, para promover um solo leve e poroso e uma boa reciclagem de nutrientes. A sugestão da Embrapa Hortaliças, que vem estudando esse modelo agrícola há anos, é utilizar gramíneas, preferencialmente consorciadas a leguminosas e outras espécies. Milho, trigo e sorgo são culturas comerciais e que são consideradas plantas de cobertura.

Deve-se fazer o manejo por trituração, corte, acamamento e/ou dessecação das plantas de cobertura para então plantar ou transplantar as mudas de hortaliças na área. É importante lembrar que a irrigação deve ser ajustada, pois o efeito da palhada e o maior teor de matéria orgânica retém mais água no solo.

Importante lembrar da importância desse sistema em áreas de produção montanhosas, visto que são áreas mais frágeis e com certas limitações que, se mal manejadas, podem levar a uma tragédia como a que ocorreu em 2011 no Rio de Janeiro, com enxurradas violentas que foram potencializadas pelo modelo agrícola utilizado na área.

O início do sistema de plantio direto em hortaliças no Brasil se deu ainda na década de 80 com o cultivo da cebola, no estado de Santa Catarina. Atualmente, mais culturas estão sendo inseridas nesse sistema. Hoje cerca de 50% da área de tomate para processamento, 20% de abóbora híbrida e 10% de cebola no país estão em SPDH.

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